P S I C Ó L O G A C R P 0 6 | 2 1 6 2 8 5

OBJETIVO
CONCEITOS ESSENCIAIS
1.
EXPLORAR
IDENTIDADES
Somos o resultado de um processo dialético entre o que vivemos internamente e o que recebemos do mundo. Refletir sobre a própria história permite reconhecer padrões e integrar experiências aparentemente contraditórias. Abrir espaço para novas formas de ser e estar no mundo é imprescindível em tempos dinâmicos onde mudanças profissionais ou familiares, processos migratórios, e novas tecnologias são constantes.
2.
CONSTRUIR RELAÇÕES SIGNIFICATIVAS
Vínculos não se limitam à afinidades espontâneas, não nascem prontos, e nem têm prazo determinado: eles se sustentam na capacidade de integrar diferenças, reconhecer vulnerabilidades, e permitir que a troca com o outro transforme e desenvolva, ao invés de manter-se preso a conflitos.
3.
OCUPAR POSIÇÕES AUTÊNTICAS
É na relação com o mundo que o sujeito experimenta a si próprio. Cada interação é um convite para mudar, ajustar, ou reafirmar modos de ser. Portanto, ter consciência de padrões e sair do automático, torna a experiência mais profunda, levando a uma presença mais responsável e autêntica, diante de conflitos ou até em prol de propósitos de vida mais coerentes.
4.
SUSTENTAR CONTEXTOS COMPLEXOS
A vida não se desenrola em cenários lineares ou previsíveis, muito menos controláveis. As variáveis são infinitas e, muitas vezes, desconhecidas. É um desafio tomar decisões e sustentar consequências em um mundo tão complexo - mas, com consciência, é possível superar impedimentos como burnout, autossabotagem, procrastinação...
INTERVENÇÕES
Viver é um processo contínuo de diálogo entre o que se experimenta internamente e o que o mundo devolve, —e, qualquer intervenção voltada ao desenvolvimento humano tem o dever de ampliar a consciência dessa relação.
Pessoas mais conscientes são capazes de viver uma vida mais autêntica por reconhecerem padrões administrarem melhor conflitos em geral, e superarem sintomas como procrastinação e burnout. Com mais autenticidade e presença, pessoas também agem de modo mais coerente com seus próprios valores e propósitos, pois sustentam a complexidade da vida com responsabilidade.
AVALIAÇÃO
PSICOSSOCIAL
Um diagnóstico profundo, com rigor técnico, pode transformar organizações e famílias. Os laudos produzidos a partir das avaliações têm credibilidade jurídica, e são mais confiáveis porque são aplicados por terceiros, o que aumenta, inclusive, a veracidade de depoimentos.
Esta avaliação segue as diretrizes da lei NR-1 e produz um laudo assinado e legitimado por uma psicóloga, com base no PDT e COPSOQ, métodos aceitos internacionalmente.
PROGRAMAS
PSICOEDUCACIONAIS
Experiências vivenciais em grupo trazem capacitação teórica em dimensões práticas. Oportunidades de repensar o óbvio e rever hábitos automatizados são determinantes para a inovação, e fundamentais para o sucesso intelectual e emocional.
Os programas disponíveis abrangem temas como: escolhas propositivas; gestão de conflitos; identidade e diversidade; e inovação.
PSICOTERAPIA
INDIVIDUAL
Sessões de psicoterapia pela psicanálise não te curam, te implicam. Sem ideais pré-definidos, certezas absolutas ou simplificações baratas, é possível construir outras formas de existir e de experimentar a si próprio. Sintomas se tornam expressões conscientes que podem ser integradas ou redirecionadas, ampliando possibilidades ao invés de condicionar comportamentos.
Sessões online ou presenciais seguem as diretrizes da psicologia clínica, guardando os devidos cuidados com sigilo.

Saúde Psicossocial
SAÚDE PSICOSSOCIAL depende da capacidade do sujeito de sustentar laços e significações que permitam o exercício do seu desejo e das suas realizações pessoais, desenvolvendo a si próprio e às estruturas relacionais que moldam a sua vida. O adoecimento surge como expressão do silenciamento de si próprio por não saber se identificar e pertencer com confiança a lugar algum.
O sofrimento psíquico é cada vez mais evidente como consequência de condições psicossociais desfavoráveis. No entanto, muitas intervenções oferecidas atualmente ignoram a complexidade da vida e endereçam somente os sintomas. Recorremos excessivamente ao uso de fármacos: é um remédio para dormir, outro para aumentar a produtividade, outro para sentir prazer, e assim sucessivamente.
Ambientes sociais precisam melhorar, —e os diagnósticos também! Nem tudo é burnout, e nem todos têm déficit de atenção, e nem tudo se resolve com dinâmica de grupo. O que precisa ser ajustado (ou até medicado), deve ser feito a partir de uma visão ampla das dimensões psicossociais do ser humano.
Precisamos de soluções sistêmicas que atuem nas estruturas psicossociais, —pois saõ elas essencialmente que moldam identidades, desenham realções, e determinam o desempenho.
AVALIAÇÃO
Atualmente, os dois melhores instrumentos disponíveis e mais condizentes com os conceitos da metodologia psicanalítica e intercultural que nos orienta são: o Inventário de Prazer e Sofrimento (PDT), uma ANÁLISE CLÍNICA e qualitativa das relações; e o Questionário Psicossocial de Copenhague (COPSOQ), um sistema de perguntas abrangente, estruturado e quantitativo.
Ferramentas de análise relacional, como COPSOQ e PDT, podem ser aplicadas em âmbito profissional e também pessoal ou familiar. Essas pesquisas consistem de entrevistas, questionários individuais, e da observação de atividades em grupo. Juntas, produzem um laudo legitimado e assinado por uma psicóloga e, portanto, válido como documento em processos e diante da fiscalização de leis como NR-1.
EMPRESAS E ESCOLAS
Muitas organizações já medem o clima institucional, fazem pesquisas e avaliações, mas ainda não conseguem reduzir danos à saúde mental e evitar afastamentos. É preciso olhar para estruturas psicossociais que organizam atividades e pessoas, medindo os efeitos do trabalho para além do sustento e de momentos de descanso: o trabalho constrói dimensões de identidade, e se torna fonte de realizações pessoais. Portanto, é imprescindível ter consciência das dinâmicas relacionais entre pessoas e suas funções, compreendendo a formação dos conflitos, os prazeres que fomentam engajamento, e as estratégias defensivas ou opressoras enraizadas entre todos.
PESSOAL OU FAMILIAR
Relações pessoais e familiares também são complexas e podem trazer sofrimento. Diferentemente do trabalho, ninguém recebe atestado de burnout doméstico, e raramente questionam as estruturas que aprisionam. Identidades se formam através de relações, mas não precisam ser tidas como naturais ou absorvidas sem critério. Sem o devido reconhecimento do sujeito e suas contradições, não há sentido com o qual se implicar - e isso pode tornar qualquer ação vazia. Há infinitas formas de estar no mundo e de agir com autenticidade. Portanto, é imprescindível ter consciência das dinâmicas relacionais entre pessoas e suas funções, compreendendo a formação dos conflitos, os prazeres que sustentam as relações, e as estratégias defensivas ou opressoras enraizadas entre todos.
ABORDAGEM
PSICOLOGIA SOCIAL COM BASE PSICANALÍTICA: Conduzo processos de desenvolvimento humano reconhecendo que o ser humano se desenvolve sempre em relação ao outro e ao ambiente em que está inserido. A cultura é a matriz que organiza significados, valores e modos de expressão, ainda que cada um elabore e viva de forma singular. O sujeito é resultado do encontro entre o que recebe do mundo e o que cria como resposta própria.
Essa base teórica oferece técnicas e conceitos para interpretar as condições psicossociais e subjetivas ou inconscientes que moldam comportamentos e identidades, favorecendo novos modos de estar no mundo. É o que poderíamos chamar de INTELIGÊNCIA CULTURAL: onde o objetivo do sujeito não é somente se adaptar ao meio ---é ampliar a consciência sobre si diante do mundo, se permitindo assim experimentar formas mais autênticas e criativas de viver e se relacionar.
Atuo através de sessões de psicoterapia individual e em treinamentos psicoeducacionais em grupo. Já atendi 300+ pessoas de 10+ países na clínica, e 2000+ através de projetos sociais ou programas de desenvolvimento.

FORMAÇÃO
Sou formada em PSICOLOGIA e pós-graduada em gestão de crise e trauma pelo Sedes-PUC (Brasil); e bacharel em Comunicação Global pela Reinhardt University (EUA).
Diversas ações voluntárias também tiveram um papel formativo para o desenvolvimento e aplicação de metodologias ativas e técnicas de inovação social, como trabalho em comunidades urbanas e ribeirinhas na Amazônia, acolhimento a pessoas em situação de rua, e orientação para pessoas migrantes como estudantes e refugiados.
